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domingo, 22 de maio de 2011

Sarampo


Sarampo

Sarampo é uma doença de origem vírica que ataca principalmente crianças até 10 anos; esporadicamente ocorrem alguns casos em adultos.

Vírus do Sarampo

  • Grupo: Grupo V ((-)ssRNA) [ou ARNcs(-)
  • Ordem: Mononegavirales
  • Família: Paramyxoviridae
  • Gênero: Morbillivirus
  • Espécie: Vírus do sarampo
O vírus do sarampo é um vírus com genoma de RNA simples de sentido negativo (a sua cópia é que é DNA e serve para síntese proteica). É um vírus envelopado (com membrana lipídica externa) pleomórfico com cerca de 150-300 nanômetros.

Célula gigante sincicial resultante da fusão de células infectadas pelo vírus do Sarampo.
Induz a fusão de células infectadas formando células gigantes, o que facilita a sua circulação e multiplicação sem ser reconhecido e inativado por anticorpos circulantes, e é resistente aocomplemento. Ele infecta as células fundindo a sua membrana (envelope) com a da célula após acoplagem da sua proteína envelopar, ocorrendo a fusão a receptor específico. Reproduz-se nocitoplasma da célula. A sua multiplicação destrói as células exceto nos neurónios. Os eritemascutâneos são causados mais pela acção do sistema imunitário contra o vírus que por ele próprio. A resolução da doença dá imunidade para toda a vida.

Epidemiologia

O sarampo é um dos cinco exantemas da infância clássicos, com a varicelarubéolaeritema infeccioso e roséola. É altamente infeccioso e transmitido por secreções respiratórias comoespirros e tosse. Após o início de uso da vacina tornou-se raro nos países que a utilizam de forma eficaz, como Brasil e Europa. Contudo, ainda causa 40 milhões de casos e um a dois milhões de mortes por ano em países sem programas de vacinação eficientes. As epidemias tendem a ocorrer a cada dois ou três anos, necessitando do nascimento de novos bebês susceptíveis para se propagar.

Sinais e Sintomas

Período Prodrômico (Corresponde ao período de tempo entre os primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com base nos qual o diagnóstico pode ser estabelecido): coriza, mal-estar geral, febre alta, rinofaringoamigdalite, fotofobia, conjuntivite, tosse produtiva, dificuldade de ingestão e Sinal de Koplik (pequenos pontos brancos rodeados de uma zona vermelha, que se agrupam na mucosa interna das bochechas).
Período Exantemático: piora dos sintomas do período prodrômico, conjuntivite intensa acompanhada de secreção muco-purulento, aparecimento do exantema por todo corpo, secreção das vias respiratórias superiores e dos pulmões aumenta a produção de muco, voz rouca, faringe e boca inflamadas.
Período descamativo: nesse período as manchas escurecem e surge a descamação fina, febre e tosse diminuem sensivelmente.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clinico devido às características muito típicas, especialmente as manchas de Koplik - manchas brancas na mucosa da boca-parte interna da bochecha. Pode ser feita detecção de antigénios em amostra de soro.
A prevenção é por vacina de vírus vivo atenuado. O tratamento é sintomático.

História

O sarampo hoje é uma doença de infância pouco perigosa, mas não foi sempre assim. A alta mortalidade que provocou nos ameríndios sem defesas imunológicas ou genéticas quando foi introduzido na América, logo após a descoberta de Colombo, indica que a sua introdução naEuropa pode ter sido igualmente traumática, e teria provavelmente ocorrido nos últimos séculos da existência do Império romano - em cujo declínio e queda as suas epidemias combinadas com as da varíola teriam sido fatores importantes.
A doença era desconhecida antes da era cristã; Hipócrates não descreve nada parecido. A epidemia pode ter surgido na Europa nos séculosII e III d.C., matando grande proporção da população totalmente não imune do Império romano, como mais tarde faria na América, e sendo um fator principal do declínio dessa civilização. Segundo alguns autores conceituados (o historiador William McNeil entre outros) pode ter sido a queda da população de Roma e do seu império devido às doenças antes desconhecidas varíola, sarampo e varicela que diminuiu a população do império ao ponto de leis serem decretadas da hereditariedade das profissões, postos oficiais e redução à servidão dos agricultores antes livres, dando origem ao feudalismo. Nesse caso a Nesta situação de debilidade, os povos germânicos e outros encontraram a oportunidade de se estabelecer nas terras quase vazias devido à epidemia no império, de início com a aquisciência dos oficiais romanos, desesperados com a queda dos rendimentos fiscais. Só depois desta época a varíola e o sarampo se tornaram frequentes na Europa, e naturalmente atingindo as crianças não imunes, ao contrário das epidemias raras, que matam os adultos. A infecção das crianças, com morte das suscetíveis mas imunidade para as sobreviventes, é menos danosa para uma civilização que a de adultos já formados e economicamente ativos - o que explica os graves problemas criados em Roma pela morte de adultos que não tinham encontrado a doença na infância.
Na China o panorama pode ter sido semelhante, e também aí caiu pela mesma altura o Império Han. Julga-se que estas doenças foram importadas simultaneamente nessa altura da Índia para as duas grandes civilizações dos extremos da Eurásia, e talvez não por coincidência que foi precisamente nos século I e século II DC que as rotas comerciais para a Índia e a rota da seda para a China foram estabelecidas pela primeira vez, ligando as três regiões com grande débito de mercadorias e comerciantes.
O sarampo foi um dos principais responsáveis pela destruição das populações nativas da América após a sua importação da Europa comColombo. Juntamente com a VaríolaVaricela e outras doenças, ela matou mais de 90% da população do continente, derrotando e destruindo as civilizações Asteca e Inca muito mais que Hernán Cortés e Francisco Pizarro alguma vez seriam capazes.
A primeira descrição reconhecível do sarampo é atribuída ao médico árabe Ibn Razi (860-932) (conhecido como Rhazes na Europa). O vírus foi isolado apenas em 1954, e a vacina foi desenvolvida em 1963.

Prevenção

A prevenção é feita por vacinas. Quando não ocorrem complicações, o doente fica curado em 15 dias, o risco de transmissão fica nulo apenas depois de 20 dias antes disso e recomendado evitar aglomerações.

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